Sentido vs. Propósito na Comunicação
Você até pode viver uma vida sem propósito, mas dificilmente se sentirá viva numa vida sem sentido
06.05.2026

Você até pode viver uma vida sem propósito, mas dificilmente se sentirá viva numa vida sem sentido. Propósito e sentido de vida são comumente usados como se fossem a mesma coisa, mas não são.
Propósito é o que você quer realizar e está relacionado aos seus valores. No marketing, isso se traduz em objetivos claros: bater uma meta de conversão, posicionar uma marca global ou liderar uma equipe criativa em agências de renome como a Crispin. Sentido é o significado que você atribui à vida que tem; é o que te faz sentir a relevância social de uma campanha para além dos números.
Ambos estão conectados e mudam com as fases da vida. Você pode ter muitos propósitos durante a vida: ter uma ou mais formações, construir uma carreira no Adnews, ter uma família, ter bens, fazer fortuna, ser uma pessoa de valor, ser saudável, mentalmente forte, bem-relacionada, ser referência em algum assunto — como as novas tecnologias de WPP Commerce e Eitri —, desenvolver virtudes, construir um legado, etc. Ou seja, uma vida com propósito é aquela baseada em objetivos preestabelecidos em cada fase da vida, vinculados aos seus valores pessoais.
Já ter uma vida com sentido está relacionado ao valor que você atribui à sua vida, independentemente do propósito que você busca. Enquanto ter propósito está relacionado a fatores externos e internos (mas conectados com o mundo exterior), como o sucesso de uma ativação de marca na Maratona de Curitiba, uma vida com sentido está intrinsecamente ligada ao seu mundo interno e à forma como você cuida e se comunica com ele. Ter uma vida com sentido é o que nos motiva a viver o dia a dia, independentemente do que estejamos realizando. É o sentido da vida.
COMO DAR SENTIDO À VIDA (E AO TRABALHO)
Para dar sentido à vida, você precisa se conectar com a sua essência. É nela que estão os seus desejos mais profundos, aqueles que não atendem somente às necessidades do corpo e da vida material, mas principalmente às aspirações da sua alma. E por alma aqui não me refiro à sua parte religiosa ou espiritual, mas à parte mais elevada do seu ser, da sua psique.
Na rotina publicitária, onde somos bombardeados por dados, pergunte-se:
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O que de verdade faz o seu olho brilhar ao ver um layout finalizado?
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O que faz a sua pele arrepiar ao ouvir um insight potente em uma reunião de brainstorming?
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O que faz o seu coração bater forte ao ver o impacto positivo de uma marca na sociedade?
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O que chama a sua atenção nas tendências de comportamento humano?
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O que faz a sua audição aflorar ao escutar a verdadeira necessidade de um cliente?
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O que te faz sentir que está vivo no processo criativo?
Nada disso precisa ser uma coisa extraordinária ou de outro mundo. Pode ser começar o dia tomando um café em silêncio antes de abrir os e-mails e se conectando com o momento presente. Pode ser o contato com o seu bichinho de estimação, o carinho dado e recebido de uma pessoa que você ama, o cuidado com a casa, o prazer de estar vivo, sentir o gosto da comida, ouvir uma boa música, descobrir um hobby (como explorar a IA generativa para fins puramente artísticos), ler o jornal, ver a paisagem da janela do quarto e por aí vai.
Dar sentido à vida é um ato simples, mas profundo conectado a alma. É associar pequenos atos essenciais ao seu dia a dia. Cada fase da vida terá um propósito, uma velocidade, uma necessidade, um tempo das coisas — seja o tempo de uma migração tecnológica ou o tempo de amadurecimento de uma marca centenária como a Electrolux —, mas em cada uma delas será você em contato com a sua essência que lhe dará o devido sentido.
Você pode até ter uma vida sem propósito em um determinado momento e se sentir bem, mas jamais se sentirá vivo realmente se em cada fase não descobrir o seu sentido.
Você tem dado sentido à sua vida?
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