PRODUTIVA OU DISTRAÍDA?
Ter uma rotina corrida e cheia de compromissos não significa que você esteja realmente trabalhando para atingir os seus resultados
11.03.2026

Já vivi isso e atendo muitas pessoas que se veem atoladas de compromissos e tarefas diárias que ocupam grande parte do seu dia mas não trazem resultados, ou os resultados que elas dizem que querem. Têm como resultado cansaço, estresse e frustração. Isso é mais comum do que se imagina e muitas vezes tem como pano de fundo uma razão muito mais profunda que é a de não quererem realmente o que elas dizem querer.
Calma! Vou deixar mais claro…
A raíz desse padrão de comportamento pode ter muitas razões, mas vou trazer aqui uma das mais danosas e que acontece na maior parte dos casos: a DEPENDÊNCIA EMOCIONAL.
Conscientemente queremos o que a maioria das pessoas querem: trabalho justo, sucesso profissional e financeiro, saúde, um relacionamento feliz e uma vida boa, mas inconscientemente, ter essas coisas pode significar nos afastar de quem é importante para nós.
Isso tem uma raiz profunda que está na nossa infância e que é fruto das nossas relações parentais e dos afetos que não recebemos nessa fase e que ainda buscamos (de forma inconsciente) hoje nas nossas relações.
Por querer amor e reconhecimento das pessoas que são importantes para você, se algo que você quer ter, ser ou fazer te distanciar delas, você passa a se autossabotar se distraindo para não atingir o objetivo que vai te distanciar dessas pessoas. Então, você arruma um monte de tarefas aleatórias, problemas (principalmente dos outros), compromissos e desculpas para não se ocupar de você mesma. Isso te prejudica porque te atrasa ou te afasta das suas prioridades, mas por outro lado te mantém pertinho de quem você busca atenção.
Por exemplo, será que se você tiver um convite para morar em outro país, ganhando muito bem você realmente deixaria a sua família aqui? Será que se você não precisar mais da ajuda dos seus pais, irmãos, filhos você teria a mesma atenção deles? Será que se a vida ficar leve você será reconhecida por ser uma mulher forte? Será que se você parar de “salvar” a família toda você ainda será importante para eles?
E antes que você diga que não pensa assim, te convido a fazer a avaliação ao final desta leitura.
Dentro de você ainda existe uma criança que não foi ouvida, protegida, cuidada, amada e/ou reconhecida buscando isso até agora nas suas relações.
É mais importante ser olhada pelos seus problemas, ou pela sua capacidade de resolver problemas ou ainda se vingando insconscientemente dos seus pais ou quem quer que represente eles hoje para você (geralmente os parceiros), do que conquistar o seu sucesso e realizar o seu sonho construindo uma vida independente, autônoma e realizada.
E o que fazer com toda essa informação?
Entender o que de fato você quer, qual o custo dessa conquista, quais alinhamentos você terá que fazer e pagar o preço de deixar para ir ou deixar ir - as pessoas e situações que te prendem onde você está.
Beijos de consciência!
Francine Sarmento Especialista em Educação Emocional, Bem-estar e Saúde Mental. Atua como facilitadora de Constelação, Terapeuta, Analista Corporal e Educadora Emocional. Há mais de 10 anos desenvolvendo pessoas.
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