O Sestaro socrático
No começo, confesso que eu não gostava do jeito do Felipe Sestaro. Achava agressivo demais, tensionado demais, interessado demais em transformar conversa em confronto. Aquele tipo de apresentador que não parece satisfeito em conduzir o convidado, mas quer encurralar, testar, colocar contra a parede. Mas, com o tempo, comecei a perceber uma outra camada. Por trás da dureza, existe um método em formação. E esse método, cada vez mais evidente nas entrevistas recentes que ele lidera no universo do Iron Cast, se aproxima de uma velha arte filosófica: a dialética socrática, aquela capacidade de destruir uma certeza não com um discurso, mas com uma pergunta bem colocada
