Marco Franzolim
COLUNISTA

Marco Franzolim

"Marco Franzolim é publicitário, professor, fundador, CEO e Diretor Criativo da MonkeyBusiness, um dos primeiros estúdios criativos especializados em apresentações, vídeos e animações no Brasil com quase 20 anos de vida. Referência em storytelling corporativo e comunicação visual, já transformou a forma como mais de 2 mil empresas apresentam suas ideias de maneira criativa e audiovisual, em cerca de 7 mil trabalhos para mais de 10 países. Apaixonado por comunicação corporativa, cinema e inovação em marketing, Marco compartilha como criatividade e estratégia podem andar juntas para gerar impacto real nos negócios. É também palestrante e colunista com mais de 700 artigos sobre criatividade, comunicação, motion design e audiovisual."

Posts de Marco

Opinião

O Sestaro socrático

No começo, confesso que eu não gostava do jeito do Felipe Sestaro. Achava agressivo demais, tensionado demais, interessado demais em transformar conversa em confronto. Aquele tipo de apresentador que não parece satisfeito em conduzir o convidado, mas quer encurralar, testar, colocar contra a parede. Mas, com o tempo, comecei a perceber uma outra camada. Por trás da dureza, existe um método em formação. E esse método, cada vez mais evidente nas entrevistas recentes que ele lidera no universo do Iron Cast, se aproxima de uma velha arte filosófica: a dialética socrática, aquela capacidade de destruir uma certeza não com um discurso, mas com uma pergunta bem colocada

Marco Franzolim
Opinião

DO NORTH BY NORTHWEST AO SOUTH BY SOUTHWEST

De uma homenagem a Hitchcock a um painel sobre IA e criatividade humana no SXSW EDU 2027, confira como fugir dos clichês corporativos e saiba como apoiar a participação brasileira no festival em Austin

Marco Franzolim
Opinião

O trailer do trailer e a vitória da ansiedade

O cinema inventou o trailer para nos fazer querer assistir a um filme. A internet inventou o trailer antes do trailer para nos fazer querer assistir ao trailer. Parece piada, mas é uma das imagens mais precisas para quem gosta de cinema: um vídeo de um minuto e meio, já feito para condensar duas horas de narrativa em impacto, agora precisa abrir com cinco segundos de explosões, frases de efeito e cortes rápidos em cima de batidas graves de bateria para convencer alguém a não fugir antes da promessa começar. Assim, quando até a prévia precisa de prévia, estamos vivendo no momento mais ansioso para nos comunicarmos

Marco Franzolim
Opinião

wabi-sabi e O erro que falta à inteligência artificial

A filosofia japonesa do wabi-sabi nos ensina que existe beleza no irregular, no gasto pelo tempo, no pequeno desvio que denuncia presença humana. Já a inteligência artificial, ao contrário, parece ter nascido com uma obsessão ansiosa pela perfeição: texto redondo demais, imagem lisa demais, apresentação polida demais, ideia segura demais. O resultado é curioso: quanto mais a IA tenta criar sem falhas, mais produz uma estética sem atrito, sem cicatriz, sem assinatura. E, para marcas que precisam ser lembradas, talvez esse seja o maior perigo: não parecer ruim, mas parecer igual

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Opinião

isso não é uma camisa

Enquanto boa parte das seleções chega à Copa do Mundo vestindo degradês baseados nas cores de sua bandeira, grafismos aerodinâmicos e discursos de “garra” fabricados pela mesma empresa, a Bélgica entrou em campo carregando um museu nas costas. A nova camisa reserva para 2026 homenageia René Magritte e traz, discretamente, a frase “Ceci n’est pas un maillot”: isto não é uma camisa

Marco Franzolim
Opinião

tinha um CTA no meio do jogo

Existe uma diferença enorme entre chamar o público para agir e interrompê-lo para resolver um problema seu. Esse dilema das marcas aparece claramente nas transmissões da Copa do Mundo pela CazéTV em um detalhe incômodo: a todo momento, pede-se like na live, inscrição no canal, compra da camiseta oficial, leitura de QR Code, engajamento, adesão, clique. Mas a pergunta que deveria vir antes de qualquer CTA é simples: por que alguém faria isso agora, no meio de um jogo da Copa? O público não entrou ali para ajudar a meta do canal. Entrou para ver a bola rolar

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