wabi-sabi e O erro que falta à inteligência artificial
A filosofia japonesa do wabi-sabi nos ensina que existe beleza no irregular, no gasto pelo tempo, no pequeno desvio que denuncia presença humana. Já a inteligência artificial, ao contrário, parece ter nascido com uma obsessão ansiosa pela perfeição: texto redondo demais, imagem lisa demais, apresentação polida demais, ideia segura demais. O resultado é curioso: quanto mais a IA tenta criar sem falhas, mais produz uma estética sem atrito, sem cicatriz, sem assinatura. E, para marcas que precisam ser lembradas, talvez esse seja o maior perigo: não parecer ruim, mas parecer igual
