Viva Cazuza!
Essa foi a frase que me veio à cabeça ao sair da exposição no Shopping Eldorado, aqui em São Paulo.
09.01.2026

Viva Cazuza, um dos maiores artistas, poetas e intérpretes que já passaram pelo nosso país. Uma exposição linda, imersiva, emocionante, que transborda coisas boas pra gente. Está em cartaz no Shopping Eldorado e, pra começar o ano de 2026 com força total, não poderia existir convite melhor do que entrar na vida desse cara que deixou um legado incrível.
Um cara polêmico, sim, extravagante, intenso, de personalidade forte. Mas, acima de tudo, um cara brasileiro. Um artista que viveu os seus dias no limite e colocou nas letras e nas músicas toda a sua inspiração, sua urgência, sua vontade de escancarar o mundo, de perguntar, de provocar, de amar, de gritar. Cazuza nunca foi morno, nunca foi neutro, nunca foi indiferente.
A exposição mostra cada pedacinho da sua trajetória como artista, como brasileiro, como carioca. Um bom carioca, desses que viveram intensamente a própria cidade e uma geração que marcou história. Começando pelo Barão Vermelho, passando pela carreira solo, um verdadeiro hitmaker que deixou músicas que atravessam o tempo. Músicas que a gente canta em qualquer karaokê, canta alto, canta com a voz aberta, canta em plenos pulmões.
Porque cantar Cazuza é cantar a nossa própria vida. É cantar os amores que passaram, os beijos na boca, os abraços apertados, a família, as dores, os excessos, as delícias e as contradições de existir. É cantar Codinome Beija-Flor, é cantar Brasil e continuar perguntando, ainda hoje, mostra tua cara.
Cazuza marcou particularmente a minha vida como um jovem que nasceu no Rio de Janeiro. Indo ao Circo Voador ver o Barão Vermelho, indo ao Canecão ver o Cazuza. Aquilo tudo foi muito forte pra mim e continua sendo. Até hoje me emociono escutando seus versos, suas provocações, sua poesia tão direta e tão humana.
Estive nessa exposição e saí de lá impactado, emocionado, feliz. Uma exposição belíssima, com experiências muito bem pensadas. Você entra e, literalmente, refaz a sua história musical com Cazuza, revê fases da sua vida, lembra de quem você era quando escutava aquelas músicas.
“O poeta não morreu” é uma das frases mais marcantes dessa exposição. E faz todo sentido.
Essa é a minha dica pra começar 2026 respirando arte, respirando cultura, respirando Cazuza.
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