Startups e PMEs começam a adotar modelo de Conselho Consultivo

Startups e pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil têm enfrentado desafios recorrentes relacionados à gestão, inovação e crescimento. Em resposta, um modelo amplamente utilizado nos Estados Unidos começa a…

Adnews

07.05.2025

Startups e PMEs começam a adotar modelo de Conselho Consultivo

Startups e pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil têm enfrentado desafios recorrentes relacionados à gestão, inovação e crescimento. Em resposta, um modelo amplamente utilizado nos Estados Unidos começa a se popularizar por aqui: o Conselho Consultivo (Advisory Board).

Conselheiros formados pela Advisory Board Institute, da esquerda para direita começando de cima: Gabriel Padron, Leonardo Andrade, Ricardo Marafon, Jean Pierre de Lima, Rafael Incao, Walter Henrique, Vinicius Aguiar, Nilson Morsh, Felipe Novais, Henrique Perdomo, Paulo Victor Pimentel, Camila Fragoso, Márcio Giacobelli, Carolina Kaderli e André Maluf

Lá fora, esse tipo de conselho já é adotado há décadas como forma de trazer apoio estratégico para empresas em expansão. No Brasil, essa prática ainda é recente, mas começa a ser implementada com mais frequência por meio de iniciativas como a do Advisory Board Institute, fundado por Marcio Giacobelli.

“O Conselho Consultivo ajuda a trazer clareza na tomada de decisões e evita que o empresário fique isolado em sua jornada. O erro de muitas empresas em crescimento é depender apenas de conselhos informais de amigos e parentes, sem metodologia ou acompanhamento estratégico”, afirma Giacobelli.

O instituto desenvolveu um modelo de certificação para conselheiros consultivos, voltado a preparar profissionais para atuar com base em métodos práticos e aplicáveis a diferentes tipos de negócio. Segundo Giacobelli, a estruturação é essencial para que o conselho funcione como ferramenta de apoio real na gestão.

“A grande diferença entre um Conselho Consultivo e um grupo de amigos dando opiniões sobre a empresa está na aplicação de uma metodologia eficaz”, explica.

Outro ponto abordado pelo instituto é a viabilidade financeira. Para isso, passou a incentivar a formação de conselhos coletivos, nos quais diferentes empresas compartilham conselheiros certificados.

“Estamos criando um movimento de governança acessível para pequenas empresas. Com nossa metodologia, empresários podem se reunir regularmente, trocar experiências e receber aconselhamento estratégico, sem precisar arcar com o custo de um Conselho individual”, diz.

A proposta é oferecer um modelo que permita às PMEs e startups acesso a discussões estratégicas de forma estruturada, com acompanhamento e definição de métricas.

“Ter um Conselho sem um método é como dirigir um carro sem GPS. A certificação garante que cada conselheiro entenda seu papel e entregue resultados concretos”, afirma Giacobelli.

A adoção desse tipo de estrutura, segundo ele, pode contribuir para o amadurecimento das decisões empresariais em momentos-chave.

“Uma empresa que quer crescer, mas não investe em governança, está apenas apostando na sorte”, conclui.

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