Quase metade dos brasileiros usa IA para pesquisar e decidir compras, aponta estudo
Levantamento "O Mapa da Busca no Brasil 2026", da Optimiza Marketing, revela que 46,5% dos consumidores recorrem com frequência a assistentes virtuais para entender produtos antes de adquirir, priorizando explicações técnicas sobre busca por descontos
20.07.2026

Uma pesquisa inédita realizada pela agência Optimiza Marketing revela que a inteligência artificial generativa se consolidou como ferramenta de uso rotineiro na jornada de compra do consumidor brasileiro. De acordo com o estudo "O Mapa da Busca no Brasil 2026", 46,5% dos entrevistados utilizam plataformas como ChatGPT, Gemini ou Copilot com frequência no processo de pesquisa e decisão de consumo — sendo que 23% utilizam diariamente e 23,5% acessam semanalmente.
A adesão sinaliza a transição da tecnologia de uma fase experimental para uma etapa de infraestrutura básica no comércio digital brasileiro.
Perfis de Adocação e Divisão do Consumidor
O levantamento aponta a existência de três perfis bem definidos de consumidores em relação à familiaridade e ao uso de IA no país:
Usuários Frequentes (46,5%): Utilizam ferramentas de IA diariamente ou algumas vezes por semana para embasurar decisões de compra;
Usuários Ocasionais (28,1%): Já experimentaram plataformas de IA, mas recorrem a elas de forma pontual ou rara;
Não Usuários (25,4%): Nunca utilizaram ou desconhecem a existência de assistentes baseados em IA generativa.
A coexistência desses grupos demonstra que o mercado nacional opera em dois ritmos: enquanto quase metade da população já naturalizou o uso de assistentes virtuais na rotina, cerca de um quarto permanece totalmente à margem dessa ferramenta.
Motivações de Uso e Otimização para IA (GEO)
O estudo detalha os principais motivos que levam os consumidores a consultar assistentes virtuais antes de finalizar uma aquisição:
Esclarecimentos Técnicos e Detalhes: 45% buscam explicações aprofundadas ou tiram dúvidas específicas sobre produtos;
Resumo de Avaliações: 25% utilizam a IA para sintetizar opiniões e depoimentos de outros compradores;
Recomendações Personalizadas: 24% solicitam sugestões sob medida para suas necessidades de consumo;
Busca por Descontos e Cupom: Apenas 4% utilizam a ferramenta com foco exclusivo em economia de preço.
Os dados indicam que a IA tem sido procurada primariamente para apoio cognitivo e compreensão técnica. O cenário pressiona marcas e e-commerces a adotarem estratégias de GEO (Generative Engine Optimization), estruturando seus conteúdos para leitura e interpretação por algoritmos de inteligência artificial.
"Se quase metade do país já usa IA para entender um produto antes de comprar, a pergunta que toda marca deveria se fazer é: o meu conteúdo está estruturado de um jeito que uma IA consiga ler e resumir corretamente? Página bonita não basta mais, precisa ser tecnicamente legível por máquina." — Júlia Neves, CEO da Optimiza Marketing.
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