Nava usa análise preditiva para antecipar falhas em operação de saúde
Projeto integra monitoramento, dados e automação para reduzir riscos e aumentar a disponibilidade de sistemas clínicos e diagnósticos
26.10.2026

A Nava implementou uma nova arquitetura de monitoramento e governança tecnológica para um dos maiores grupos de saúde da América Latina, com foco em antecipar falhas e aumentar a disponibilidade de sistemas clínicos e diagnósticos.
O projeto partiu de um ambiente com plataformas dispersas entre diferentes unidades de negócio e ausência de fluxos unificados para sustentar uma operação escalável e automatizada.
A solução conecta o Command Center Nava à plataforma Alma Integrated View e integra dados de ferramentas como Dynatrace, Grafana e Zabbix ao ecossistema ServiceNow ITSM.
Monitoramento deixa de ser apenas reativo
Um dos principais pontos do projeto está na criação de uma estrutura de data lake dedicada à alimentação de modelos analíticos de predição.
A partir do cruzamento contínuo de métricas e históricos de eventos, os algoritmos passam a identificar sinais de anomalia antes que eles se transformem em falhas com impacto na operação.
Quando determinados padrões são detectados, rotinas automatizadas de remediação podem ser acionadas.
A proposta é reduzir gargalos técnicos antes que eles afetem atendimento médico, exames, laudos ou outros sistemas considerados críticos.
Integração busca eliminar silos
Antes da implantação, o ambiente tecnológico estava distribuído entre diferentes plataformas.
A nova arquitetura busca consolidar telemetria, monitoramento e gestão de incidentes em uma camada única de governança.
Com isso, a equipe passa a ter uma visão integrada do parque tecnológico, em vez de acompanhar cada sistema de forma isolada.
“A integração profunda de dados e a construção de uma visão unificada são os verdadeiros pilares para habilitar a automação em escala com total segurança em setores altamente regulados”, afirma Maurício César, Chief Business Office da Nava.
Segundo ele, a estrutura cria uma base para uma operação orientada por dados e capaz de antecipar desvios.
Automação ganha espaço em operação crítica
A automação também é parte central da solução.
Em vez de depender exclusivamente da identificação manual de incidentes, o sistema pode reconhecer padrões e executar respostas previamente definidas.
Isso reduz o tempo entre detecção e ação e pode diminuir a exposição a falhas prolongadas.
No setor de saúde, esse tipo de abordagem ganha relevância porque indisponibilidades tecnológicas podem afetar diretamente processos assistenciais e diagnósticos.
Tecnologia passa a apoiar continuidade do atendimento
Segundo a Nava, o projeto elevou os índices de disponibilidade dos sistemas assistenciais e ampliou a capacidade preventiva da operação.
A empresa também afirma que a nova estrutura contribuiu para aumentar a confiabilidade no acesso a resultados e laudos.
O movimento mostra uma mudança importante na gestão de infraestrutura: sair de um modelo baseado em reação a incidentes para uma lógica em que dados, automação e análise preditiva passam a atuar antes do problema chegar ao usuário
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