Publicidade chega ao WhatsApp após mais de uma década sem anúncios

A Meta iniciou, nesta segunda-feira (16), a veiculação de anúncios no WhatsApp, marcando uma mudança significativa para o aplicativo de mensagens que até então rejeitava publicidade. A novidade inclui os…

Adnews

16.06.2025

Publicidade chega ao WhatsApp após mais de uma década sem anúncios

A Meta iniciou, nesta segunda-feira (16), a veiculação de anúncios no WhatsApp, marcando uma mudança significativa para o aplicativo de mensagens que até então rejeitava publicidade.

A novidade inclui os chamados status ads, anúncios exibidos na aba “Atualizações” (ou “Status”) do app. Eles permitem que empresas convidem os usuários a interagir diretamente via mensagens. A Meta ressalta que os anúncios ficarão restritos a essa guia, preservando a privacidade das conversas pessoais.

Também será monetizado o recurso Canais, lançado em junho de 2023. Agora, administradores poderão criar anúncios de busca para aumentar a visibilidade de seus canais em diretórios e cobrar assinaturas mensais dos usuários. A Meta planeja, futuramente, reter 10% dessas receitas.

Com mais de 3 bilhões de usuários ativos por mês o WhatsApp representa uma oportunidade significativa de receita para a Meta, especialmente em um momento em que enfrenta investigação antitruste das autoridades americanas .

Até então, a empresa já inseria links patrocinados no Facebook e Instagram direcionando para o WhatsApp. O novo formato permitirá que as interações ocorram diretamente no app.

Sobre segmentação, a Meta afirmou que usará “informações muito básicas”, como país, cidade, idioma, tipo de dispositivo e dados de interação com anúncios, para recomendar anúncios aos usuários .

O WhatsApp, adquirido em 2014 por US$ 19 bilhões, cresceu globalmente sem permitir publicidade, adotando posicionamento contrário desde a gestão de seus cofundadores Jan Koum e Brian Acton. Eles saíram após divergências sobre a introdução de anúncios .

A Meta não divulga a receita do WhatsApp. Estimativas de analistas apontam entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão, provenientes de cobranças por ferramentas e serviços para empresas.

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