Meta corta 8 mil empregos e aposta tudo em IA
Gigante da tecnologia corta 10% de sua força de trabalho e remaneja milhares de profissionais para financiar um orçamento de até US$ 135 bilhões focado em infraestrutura de IA
25.05.2026

A corrida pela inteligência artificial ganhou mais um capítulo, e dessa vez com impacto direto nas pessoas. A Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou uma nova rodada de demissões que deve atingir cerca de 8 mil funcionários no mundo todo, o equivalente a aproximadamente 10% da força de trabalho da companhia.
Segundo comunicados internos e informações confirmadas por veículos internacionais, o objetivo é reorganizar a empresa e abrir espaço para investimentos muito maiores em inteligência artificial. Ao mesmo tempo em que corta vagas, a Meta também está transferindo cerca de 7 mil funcionários para projetos ligados à IA e cancelando milhares de posições que seriam abertas este ano.
O motivo por trás dessa mudança é o tamanho da aposta. A empresa prevê investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026, principalmente em infraestrutura para inteligência artificial, como chips, servidores e data centers.
Mas vale um ponto importante: isso não significa que a IA está simplesmente “substituindo pessoas”. Analistas explicam que o movimento parece mais uma mudança de prioridade. Em vez de expandir áreas tradicionais, empresas de tecnologia estão concentrando recursos em produtos e equipes ligadas à inteligência artificial.
Esse movimento também não é exclusivo da Meta. Nos últimos meses, várias gigantes da tecnologia anunciaram reestruturações semelhantes para acelerar projetos de IA. A diferença é que, nesse caso, a empresa foi bastante direta ao dizer que os cortes ajudam a financiar essa nova fase.
E isso abre uma discussão interessante para o mercado: será que a inteligência artificial vai eliminar emprego, ou criar funções completamente novas? A resposta ainda não está clara. Mas uma coisa parece cada vez mais evidente: entender tecnologia deixou de ser assunto só para quem trabalha com tecnologia.
No fim das contas, por muitos anos o medo era que os robôs tomassem o emprego das pessoas. Agora descobrimos que, antes disso acontecer, parece que eles precisam de um orçamento bilionário, milhares de chips e algumas reuniões de planejamento. O futuro chegou, e pelo visto, veio acompanhado de uma planilha de custos.
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