IA pode reduzir em até 22% o consumo de energia de edifícios, aponta Schneider Electric

Estudo apresentado durante a Climate Week NYC 2026 indica que uso da tecnologia na gestão de prédios pode reduzir custos operacionais e emissões de carbono

Adnews

28.09.2026

IA pode reduzir em até 22% o consumo de energia de edifícios, aponta Schneider Electric

O uso de inteligência artificial na gestão de edifícios pode reduzir em até 22% o consumo total de energia em comparação com sistemas de controle tradicionais, segundo novo estudo da Schneider Electric apresentado durante a Climate Week NYC 2026.

A pesquisa AI for Climate: Quantifying the Energy and Carbon Impact of Building Optimization estima ainda uma economia anual entre US$ 13,6 mil e US$ 49,3 mil por edifício, considerando as tarifas comerciais analisadas.

O levantamento avaliou o uso da IA para otimização de sistemas de aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC). Segundo a Schneider Electric, quando implementada sobre uma plataforma inteligente de gerenciamento predial, a tecnologia pode proporcionar uma redução adicional entre 7,2% e 12,7% no consumo de energia.

A companhia também estima que as emissões de carbono evitadas pelo uso da solução podem superar em mais de 100 vezes a pegada de carbono associada ao próprio sistema de IA.

Economia pode superar 200 MWh por ano

Em alguns dos cenários analisados, a aplicação da tecnologia resultou em mais de 200 MWh de economia anual de energia.

O estudo aponta ainda potencial para evitar até 59.869 kg de CO₂ equivalente por torre anualmente, aproximadamente 60 toneladas métricas.

Segundo a pesquisa, a IA também pode mais do que dobrar a redução de energia alcançada somente com controles inteligentes convencionais de edifícios. Implementações tanto em nuvem quanto na borda foram consideradas no levantamento.

“O futuro da gestão de edificações será definido pela eficácia com que as organizações conectam e contextualizam dados que antes estavam isolados. Uma camada de IA sobre os sistemas empresariais existentes pode transformar complexidade em inteligência e inteligência em ação, mitigando emissões, diminuindo custos e melhorando o desempenho simultaneamente”, afirma Pankaj Sharma,

EVP de Software & Services da Schneider Electric.

IA cruza ocupação, clima e desempenho dos equipamentos

Para chegar aos resultados, a Schneider Electric utilizou modelagem energética de edifícios combinada a implementações-piloto. Foram considerados diferentes cenários na Austrália, Índia e Estados Unidos.

A tecnologia analisa continuamente informações como padrões de ocupação, previsões meteorológicas e desempenho dos equipamentos para ajustar a operação dos sistemas de HVAC.

A proposta é que uma camada de IA conectada aos ambientes digitais de gerenciamento predial consiga identificar oportunidades de eficiência e realizar otimizações em tempo real.

O estudo é divulgado em um momento de maior discussão sobre o próprio impacto ambiental da inteligência artificial. Segundo os dados citados pela Schneider Electric, os edifícios respondem por aproximadamente 37% das emissões globais de carbono relacionadas à energia.

Edifícios menores também entram na estratégia

A pesquisa aponta que os ganhos não estariam restritos a grandes empreendimentos. Edifícios pequenos e médios, definidos no estudo como aqueles com área inferior a 9.300 m², também poderiam se beneficiar da automação.

Historicamente, sistemas avançados de gerenciamento energético podem representar maior complexidade e custo para instalações menores. A aplicação da IA busca automatizar parte desse processo e reduzir a necessidade de intervenções especializadas.

“A IA está colocando o poder da inteligência energética nas mãos de proprietários e operadores de prédios menores. O que antes exigia conhecimento especializado e investimentos significativos agora pode ser realizado de modo mais simples e em maior escala”, afirma Sharma.

Com a combinação entre inteligência artificial, dados operacionais e automação, a Schneider Electric defende que a tecnologia pode assumir um papel não apenas na eficiência energética dos edifícios, mas também na redução de custos e no cumprimento de metas ambientais das empresas.

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