Central de Outdoor defende atualização da Lei Cidade Limpa
Entidade propõe revisão das regras após 20 anos, com foco em tecnologia, autorregulação e mídia regenerativa
23.09.2026

Em 2026, a Lei Cidade Limpa completa 20 anos. Para a Central de Outdoor, a data marca não apenas duas décadas de combate à poluição visual em São Paulo, mas também a necessidade de discutir uma atualização das regras que orientam a publicidade exterior na cidade.
Criada em 2006, a legislação colocou São Paulo na dianteira do enfrentamento à poluição visual. Desde então, porém, tanto a cidade quanto o mercado de mídia exterior passaram por transformações. O OOH incorporou tecnologias digitais, dados, mídia programática e novas formas de integração com o ambiente urbano.
É nesse cenário que a Central de Outdoor defende uma revisão das diretrizes. A entidade afirma que a atualização não deve representar um retorno à saturação visual, mas considerar as novas possibilidades do setor e mecanismos de ordenamento e autorregulação.
Entre os conceitos defendidos está o de mídia regenerativa, que propõe que a publicidade exterior não seja vista apenas como ocupação do espaço urbano, mas também como uma forma de gerar benefícios para a cidade. A proposta inclui investimentos privados em infraestrutura pública, revitalização de áreas degradadas, iluminação, segurança e geração de empregos.
A visão também está presente no Manifesto do OOH Brasileiro, elaborado pela Central de Outdoor. O documento reúne princípios para uma mídia exterior mais responsável e alinhada às transformações urbanas, abordando temas como sustentabilidade, inovação, autorregulação e contribuição social.
A entidade também cita uma pesquisa sobre Mídia Regenerativa realizada em parceria com o Instituto QualiBest. O levantamento investigou a percepção da população sobre o uso da publicidade como fonte de financiamento para a recuperação de edifícios, espaços públicos e áreas degradadas.
Para a Central de Outdoor, a discussão sobre a legislação deve partir de um equilíbrio entre preservação da paisagem urbana e desenvolvimento do mercado.
“Cidade e publicidade nunca foram adversárias. A Central de Outdoor reafirma que é possível, e necessário, combinar respeito à paisagem, transparência regulatória e um mercado de OOH forte e responsável.”
A entidade afirma estar aberta ao diálogo com o poder público, especialistas e sociedade civil para discutir eventuais mudanças com base em dados e critérios técnicos. A proposta é transformar os 20 anos da Lei Cidade Limpa em ponto de partida para uma nova etapa da relação entre publicidade exterior e espaço urbano.
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