BRASIL QUER VIRAR PROTAGONISTA NO MUNDO DOS GAMES

Regulamentação traz incentivos ao setor, como facilitação de crédito via Fundo Setorial do Audiovisual, criação da plataforma Game Brasil e o lançamento do Rouanet Games para captação de patrocínios

BRASIL QUER VIRAR PROTAGONISTA NO MUNDO DOS GAMES

Se você acha que videogame é só diversão, saiba que tem muita gente ganhando dinheiro com isso, e o Brasil quer uma fatia maior desse mercado.

Na última quarta-feira, dia 14, o presidente Lula assinou o decreto que regulamenta o Marco Legal dos Jogos Eletrônicos, criado em 2024. A medida estabelece regras para fortalecer a indústria nacional de games, facilitar o acesso a recursos financeiros e incentivar a formação de profissionais.

E o mercado brasileiro tem tamanho para justificar esse investimento. Segundo dados citados pelo governo, o país tinha cerca de 123 milhões de jogadores em 2025 e movimentou aproximadamente 2,7 bilhões de dólares no setor, ficando entre os dez maiores mercados de games do mundo.

Redução de custos e acesso ao crédito para estúdios independentes

Mas existe um problema: produzir um jogo pode custar caro, principalmente para estúdios independentes, que nem sempre conseguem financiamento para tirar suas ideias do papel.

Por isso, uma das novidades é a proposta de facilitar o acesso ao crédito do Fundo Setorial do Audiovisual:

Redução no valor mínimo dos empréstimos: De R$ 500 mil para R$ 150 mil.

Corte nas taxas de juros: Queda de 2% para 0,5% ao ano, além da Taxa Referencial.

Observação: As mudanças ainda dependem de aprovação formal do comitê responsável pelo fundo.

Visibilidade, fomento e proteção aos jogadores

Outra iniciativa é a criação da Game Brasil, uma plataforma pública e gratuita que vai reunir informações sobre jogos brasileiros e indicar onde eles podem ser encontrados. A ideia é ajudar o público a descobrir produções nacionais e dar mais visibilidade aos desenvolvedores.

O pacote também prevê:

Ações de capacitação profissional e incentivo à inovação.

Mecanismos para ampliar a presença dos jogos brasileiros no mercado internacional.

O lançamento do Rouanet Games, voltado à captação de patrocínios por meio da Lei Rouanet.

E o decreto não trata apenas de dinheiro. Ele também aborda a proteção de crianças e adolescentes, a acessibilidade e a preservação de jogos desenvolvidos com recursos públicos.

O desafio de competir no mercado global

No fim das contas, o Brasil já tem jogadores, criatividade e um mercado gigante. Agora, o desafio é transformar tudo isso em uma indústria capaz de competir lá fora.

Porque, se o brasileiro já é bom em zerar jogo, está na hora de o país também passar de fase nessa indústria!

Um abraço, e até a próxima semana.

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