Apenas 14,4% das posições de diretoria e C-level no Brasil são ocupadas por mulheres, revela estudo
Pesquisa da Evermonte com quase dois mil executivos mostra hegemonia masculina na alta gestão, forte concentração nas regiões Sul e Sudeste e crescimento de bônus e incentivos de longo prazo nos pacotes salariais
29.07.2026

Apesar das discussões sobre equidade de gênero no ecossistema corporativo, a alta liderança das empresas brasileiras segue amplamente dominada por homens. É o que aponta o Report de Remuneração Diretoria Executiva 2026, elaborado pela Evermonte a partir do mapeamento de 1.976 executivos de diretoria e C-level. O estudo revela que 85,4% dos cargos de topo são ocupados por homens, enquanto as mulheres representam apenas 14,4%.
O mapeamento também desenha o perfil etário e geográfico do executivo brasileiro. A faixa entre 41 e 55 anos concentra 63,5% dos profissionais entrevistados, sendo o grupo de 41 a 45 anos o mais representativo (23,6%), seguido por 46 a 50 anos (21,9%) e 51 a 55 anos (17,9%). Profissionais com menos de 35 anos correspondem a apenas 4,1% da amostra.
Do ponto de vista regional, 78,8% da liderança executiva está concentrada nas regiões Sudeste (44,8%) e Sul (34%), enquanto Centro-Oeste (8,6%), Nordeste (7,6%) e Norte (4,9%) registram participações menores. Quanto ao tipo de controle das companhias analisadas, 43,8% são empresas familiares, 19% companhias de capital fechado, 17,4% multinacionais e 8% controladas por fundos de investimento.
Transformação na Lógica de Remuneração
O levantamento destaca que o salário fixo perdeu espaço como único parâmetro de atração da alta gestão, cedendo lugar a pacotes compostos por bônus de curto prazo, benefícios e Incentivos de Longo Prazo (ILP):
Remuneração de CEOs: Em companhias com faturamento acima de R$ 5 bilhões, a mediana do salário fixo anual do CEO atinge R$ 2,63 milhões, enquanto a remuneração total anual (somando bônus de curto prazo) chega a R$ 4,8 milhões;
Incentivos de Longo Prazo: Cerca de 60% dos presidentes dessas companhias contam com planos de ILP na composição de seus ganhos;
Estratégia de Retenção: A adoção de bônus atrelados a metas e ações cresce à medida que aumenta o porte das empresas, consolidando-se como ferramenta para alinhar os interesses dos executivos à criação de valor de longo prazo para as organizações.
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