ABAP lança Observatório e divulga tese estratégica sobre os rumos da publicidade até 2029
White paper inédito assinado por Pyr Marcondes analisa o impacto da geopolítica, da inteligência artificial e das mudanças econômicas globais na redefinição do ecossistema de comunicação e marketing
12.08.2026

A ABAP (Espaço de Articulação Coletiva do Ecossistema Publicitário) anunciou o lançamento do Observatório ABAP, braço analítico da entidade voltado ao acompanhamento de tendências de longo prazo na indústria da comunicação. A iniciativa marca sua estreia com a publicação do white paper "A Publicidade na Era da Ordem Fragmentada - Como guerras, IA, tarifas, plataformas e instabilidade global estão redesenhando o marketing, a mídia e o valor das marcas até 2029".
Com base em indicadores do primeiro semestre de 2026, o documento sustenta que o setor enfrenta uma transição estrutural definitiva em seu regime de operação, em vez de uma oscilação cíclica de mercado.
"O Observatório ABAP nasce não apenas para mapear tendências, mas para oferecer uma âncora analítica em um momento de transição estrutural profunda. Com este estudo, entregamos inteligência de negócios para que nossas associadas possam redefinir seus modelos de operação e garantir a sustentabilidade financeira diante de uma instabilidade global que se tornou permanente", ressalta Mariana Panhoni, Diretora Executiva da ABAP.
"A indústria da publicidade foi construída sobre a premissa de que o mundo oferecia previsibilidade operacional para planejar mídias, campanhas e orçamentos. Essa era acabou. A partir de 2026, a instabilidade deixou de ser um evento temporário e virou o ambiente permanente do setor", sintetiza Pyr Marcondes, consultor estratégico de Inteligência Artificial e Inovação da ABAP e autor do estudo.
Os Sete Pilares do Estudo
O diagnóstico elaborado pelo Observatório ABAP estrutura o novo panorama macroeconômico e tecnológico em sete frentes de análise:
Mudança permanente de regime: Adoção da instabilidade como premissa contínua de planejamento e gestão financeira;
Fusão de forças sistêmicas: Convergência entre fatores econômicos, tecnológicos e sociais na cadeia de valor da comunicação;
Geopolítica no briefing: Inclusão de tensões internacionais, tarifas comerciais e guerras nas decisões diárias das marcas;
Internet como arquipélago: Fragmentação das redes globais de mídia e ascensão de ecossistemas regionais fechados;
Fronteiras da criatividade: O papel do talento humano combinado à inteligência artificial generativa na produção publicitária;
Geologia da mídia e do consumo: Reorganização dos canais de distribuição e transformação das jornadas do consumidor;
Posicionamento estratégico do Brasil: As oportunidades e desafios do mercado publicitário brasileiro na nova configuração global.
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