80% dos brasileiros abandonam compras após problemas no atendimento e a Copa do Mundo vai provar isso
Resposta das empresas em momentos de pico podem impactar diretamente na percepção da marca, retenção e fidelização
11.06.2026

Grandes eventos esportivos deixaram de ser apenas disputas por audiência e passaram a funcionar também como testes de estresse para a operação das marcas. Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, empresas de setores como streaming, varejo, delivery, mobilidade, telecom e food service já se preparam para um aumento expressivo na demanda, no volume de acessos e na pressão por respostas imediatas.
A experiência do consumidor ganhou um peso ainda mais estratégico. Para a Coaktion, ecossistema global especializado em Customer Experience (CX) e Transformação Digital, a forma como uma empresa responde em momentos de pico pode impactar diretamente percepção de marca, retenção e fidelização.
Cerca de 80% dos consumidores brasileiros já desistiram de uma compra após enfrentarem problemas com o atendimento. É o que mostra a pesquisa “Dados sobre Consumo e Fidelização no Brasil”, realizada pela Neogrid em parceria com o Opinion Box.
“A Copa potencializa um comportamento que já existe: o consumidor está mais impaciente, mais exigente e menos tolerante a falhas. Em momentos de grande expectativa emocional, qualquer atrito na jornada pesa ainda mais”, afirma Bruno Stuchi, fundador e CEO da Coaktion.
Segundo o executivo, campanhas criativas e grandes investimentos em mídia já não são suficientes para garantir uma percepção positiva se a operação não acompanha a experiência prometida. “Hoje, a lembrança que fica não é apenas da campanha que a marca fez, mas da experiência que ela entregou. Se o aplicativo trava, o atendimento não resolve ou a compra não é concluída, isso compromete toda a relação com o consumidor”, diz.
Para a empresa, grandes eventos esportivos funcionam como um “laboratório em tempo real” para medir maturidade operacional e integração entre canais de atendimento, tecnologia e jornada do cliente. Entre os principais desafios enfrentados pelas empresas nesse período estão:
- aumento repentino no volume de acessos simultâneos;
- pressão por respostas imediatas em múltiplos canais;
- jornadas fragmentadas entre plataformas;
- baixa tolerância do consumidor a falhas;
necessidade de equilibrar automação, inteligência artificial e atendimento humano.
A avaliação da Coaktion é que a experiência do cliente deixou de ser uma camada complementar e passou a ocupar uma posição central na estratégia de negócios. “As empresas que conseguem operar bem em momentos de alta pressão tendem a fortalecer vínculo, confiança e recorrência. Já as que falham expõem fragilidades rapidamente, principalmente em um ambiente onde tudo é compartilhado em tempo real”, completa Stuchi.
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