IA, marcas atemporais e expansão global pautam debates no Web Summit Rio 2026

Tecnologia, comunicação, conteúdo e negócios se encontram nos palcos do evento, que reúne discussões sobre inovação, marcas, mídia e crescimento internacional

Adriana Azevedo

10.06.2026

IA, marcas atemporais e expansão global pautam debates no Web Summit Rio 2026

Inteligência artificial, construção de marca, creators, televisão, esporte e expansão internacional estão entre os assuntos que movimentam o Web Summit Rio 2026. No Riocentro, executivos, empreendedores, investidores e profissionais da comunicação discutem como empresas e marcas estão se adaptando a um ambiente cada vez mais influenciado por tecnologia, novas plataformas e mudanças de comportamento.

Embora a inteligência artificial continue dominando boa parte da programação, ela divide espaço com conversas sobre branding, mídia, conteúdo, consumo e crescimento internacional, ampliando o olhar sobre os desafios enfrentados por empresas de diferentes setores.

As discussões sobre IA refletem um momento de amadurecimento do mercado. A tecnologia segue presente nas estratégias das empresas, mas as conversas passam a girar cada vez mais em torno de aplicações práticas, adoção pelo público e experiências capazes de gerar valor no dia a dia.

Os debates sobre construção de marca também ocuparam lugar de destaque na programação. Um dos painéis reuniu representantes de Havaianas, FARM e Granado para discutir o que permite a uma marca atravessar gerações sem perder conexão com o público.

Identidade, consistência e adaptação às mudanças de comportamento estiveram entre os principais temas abordados. Os participantes compartilharam experiências sobre como preservar características que fazem parte da essência de uma marca enquanto acompanham transformações culturais, novas linguagens e diferentes formas de consumo.

A Granado também apresentou sua estratégia de crescimento fora do Brasil e o interesse em ampliar sua presença na China. Com mais de um século de história, a empresa falou sobre os desafios de levar seus produtos a consumidores com referências culturais distintas, conciliando tradição, adaptação e posicionamento internacional.

O relato da Granado refletiu uma questão cada vez mais presente entre empresas brasileiras: como conquistar novos mercados sem abrir mão daquilo que as torna reconhecíveis.

Em outro momento da programação, o Instituto Senna mostrou como um legado pode atravessar décadas mantendo significado para diferentes gerações. A apresentação abordou a construção de uma marca associada não apenas ao esporte, mas também à educação, ao desenvolvimento humano e à preservação dos valores que fizeram de Ayrton Senna uma referência dentro e fora das pistas.

Memória, propósito e consistência apareceram como elementos fundamentais para manter uma marca viva mesmo diante das mudanças culturais e tecnológicas que moldam novas gerações.

A creator economy seguiu entre os assuntos mais presentes do evento. Criadores de conteúdo, plataformas e marcas trocaram experiências sobre audiência, monetização, formatos de conteúdo e novas formas de relacionamento com o público.

A presença de atletas, influenciadores e profissionais do entretenimento reforçou a aproximação entre áreas que antes ocupavam espaços distintos. Tecnologia, mídia, esporte e cultura passaram a compartilhar desafios semelhantes quando o assunto envolve atenção, comunidade e relacionamento.

A programação também reservou espaço para reflexões sobre o futuro da mídia. A Globo levou ao evento conversas sobre inteligência artificial, criatividade, neurociência, televisão e a cobertura da Copa do Mundo de 2026.

Entre os participantes estiveram a jornalista Natuza Nery, o ator, diretor e escritor Lázaro Ramos e o comentarista esportivo Denílson. As apresentações abordaram desde os bastidores da maior Copa do Mundo já realizada até as mudanças na forma de produzir, distribuir e consumir conteúdo.

Outro tema apresentado foi a DTV+, tecnologia que combina transmissão aberta e recursos de interatividade. A proposta acompanha um cenário em que televisão, streaming, redes sociais e plataformas digitais convivem de forma cada vez mais integrada.

Enquanto startups de diferentes países apresentam soluções para áreas como saúde, educação, varejo, mobilidade e serviços financeiros, grandes empresas compartilham desafios, estratégias e aprendizados acumulados em mercados cada vez mais competitivos.

Entre inteligência artificial, marcas centenárias, criadores de conteúdo e estratégias de expansão internacional, o Web Summit Rio 2026 mostra que as fronteiras entre tecnologia, comunicação e negócios estão cada vez menos definidas. Nos palcos do evento, inovação surge menos como uma promessa distante e mais como um exercício permanente de adaptação, experimentação e evolução.

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