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25/11/09
O Grupo Estado não vai cobrar pelo conteúdo online em seus sites, quem vai bancar o custo de produção são os agentes integradores, isto é, os próprios buscadores da internet. Em entrevista ao Adnews, Silvio Genesini, diretor-presidente do grupo, esclareceu a posição da empresa sobre a cobrança e afirmou que os leitores poderão acessar suas páginas gratuitamente.
Nos últimos dias, várias informações sobre a cobrança de conteúdo online no mundo foram divulgadas e algumas questões sobre o assunto surgiram: Os usuários terão que pagar pelo que está na internet? Os grupos de comunicação têm dinheiro e grandes anunciantes, eles não podem arcar com esses custos?
"Não queremos que o usuário pague pelo conteúdo na internet, mas sim, os integradores que ganham indiretamente. Os agentes de busca têm dinheiro", afirmou. Segundo ele, não existe problema da informação ser gratuita para o leitor, mas sim que os buscadores ou serviços do tipo obtenham lucro sobre a produção de seus funcionários. “Não estamos fechando o site, não tem a ver com o usuário”, disse o diretor.
Por outro lado, Ivo Corrêa, representante do Google, afirmou durante o evento “Internet do Futuro”, o buscador une o público e o conteúdo de qualidade dos jornais, levando audiência para os portais. “Não acho que exista uma rivalidade entre os jornais e o Google. Os jornais não vão acabar por causa do Google. É preciso um debate para achar uma cooperação".
Genesini confirmou que o grupo aderiu à Declaração de Hamburgo, que trata do reconhecimento dos direitos de propriedade intelectual em textos jornalísticos produzidos em sites, e que existe um custo para fazer um jornalismo de qualidade, independente e com credibilidade. “O público precisa saber dessa discussão para conhecer suas motivações”.
Para Genesini é importante reconhecer a propriedade intelectual das reportagens publicadas e a divulgação deliberada não é ajuda a propagar o nome do veículo. “Nós temos a Agência Estado e acordos para vender informações. O uso não autorizado não é benéfico”. Mas, existem exceções em que a autorização é reconhecida, desde que não exista uma monetização por esse conteúdo.
O diretor-executivo reafirmou que o grupo vai manter seu conteúdo online aberto. Segundo ele, a única mudança que pode acontecer no futuro é a combinação dos modelos, com a cobrança por informações específicas como reportagens segmentadas, análises e acesso a grandes bancos de dados. Mas, as notícias diárias e cotidianas continuarão gratuitas. “O Estado vai continuar 100% aberto e grátis”, finalizou Genesini.
Por Pâmela Nunes
Colaborou Suzana Leite
Henrique D'Agostini - 25/11/09
Eu já sou assinante, mal leio o jornal impresso, muito menos o on-line. A tendência é o jornal segmentar ao máximo, claro que para isso precisa pesquisar, transpirar e descobrir nichos no mercado.
Maurício de Andrade Almeida - 25/11/09
Sou publicitário e profissional de ambos os meios, jornal e online, e tenho que parabenizar o Estadão pela sua visão de futuro neste assunto que tem sido tão polêmico. NA empresa no qual trabalho também chegou-se a esse consenso, e o conteúdo do jornal também é aberto. Parabéns aos profissionais que juntos chegaram a essa decisão, acredito esta seja a decisão correta para o leitor e o anunciante.
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