o que é isto?

A contribuição do varejo para o Brasil

21 de março de 2013 · Atualizado às 15h29
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Nos últimos anos, o varejo se destacou como um dos pilares da economia brasileira. As vendas do comércio varejista encerraram 2012 com alta de 8,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Número bastante positivo em um ano que, como 2009, o País enfrentou uma crise econômica, com crescimento de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) – muito abaixo das expectativas do governo. Com uma previsão de que o consumo continue puxando a economia para o alto, este ano, cria-se ambiente para traçar novas estratégias e ações para expandir e o setor consolidar-se como grande impulsionador do desenvolvimento econômico nacional. É preciso seguir em frente já.

 
As previsões são otimistas. As vendas devem crescer em torno de 11,5% em 2013, segundo estimativas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), enquanto o PIB deve ficar e torno dos 3,93%. O governo tem feito sua parte. Em abril, entra em vigor a medida anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de desoneração da folha de pagamentos para o setor. Assim, a cobrança da contribuição das empresas para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 20% sobre a folha de pagamento passará a ser de 1% sobre o faturamento. A nova medida poderá implicar em uma economia de 1,9 bilhão de reais ao ano por parte das empresas varejistas.
 
Além disso, o segmento deve receber este ano um aporte de investimentos no patamar dos 20 bilhões de reais, estima gerar 350 mil novos empregos, cerca de 720 novos pontos de venda. O que os empresários não podem perder de vista é que o investimento deve vir aliado a estratégias sólidas para o crescimento. A aceleração da competitividade global torna o momento da venda da mercadoria cada vez mais importante para as empresas. Seja ela presencial ou digital. 
 
O poder de compra do brasileiro continuará a crescer. Segundo previsão da consultoria Accenture, este índice deverá subir 80,5% até 2025. Se a projeção se confirmar, o Brasil será a quinta maior potência econômica do varejo mundial, atrás apenas de China, Estados Unidos, Índia e Japão. 
 
No segmento e-commerce, as perspectivas são ainda melhores. Este mercado já é considerado um dos mais promissores dos últimos tempos.  As vendas online somaram 24,12 bilhões de reais em 2012. De acordo com a pesquisa realizada pela T Index, da consultoria italiana Translated, o país deve ocupar o 4º lugar no ranking mundial de comércio eletrônico em 2016.
 
Porém, para estes números se sustentarem é preciso estar atento a este novo cenário, que impõe ao setor a necessidade de se reavaliar e se transformar estruturalmente. O varejo precisa incorporar o conceito de multicanal. A internet, as plataformas de interação e o crescimento da mobilidade têm mudado o comportamento do consumidor. Como pensar lá na frente, fugir dos padrões? Como tornar o tecnologicamente improvável possível? Quais os valores são e serão fundamentais para a maior aceitação de uma marca nesta nova era?
 
A interação entre comércio e consumidor tem se transformado a passos largos. Nos próximos anos, os mais diversos tipos de produtos e serviços estarão ao alcance de um clique - seja do trabalho, de casa ou do celular. E nesta seara, vale lembrar, que a competição aumenta. Também no varejo a internet torna o mundo praticamente sem fronteiras. A facilidade de compra em lojas estrangeiras por ferramentas digitais é um fator de comodidade importante. Na era digital, o poder de alcance de venda aumenta, mas a concorrência também. 
 
A ascensão da classe C, a participação internacional e a facilidade de crédito nos últimos anos fizeram o crescimento do varejo entrar em uma maré positiva, que deve continuar. Mas quem não estiver atento às novas perspectivas vai acabar devorado pela concorrência.
 
Por João Doria Jr., empresário, presidente do LIDE – Grupo de Líderes Empresariais e do Grupo Doria.

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